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R.
Dr. Vírgilio de Carvalho Pinto 426
São Paulo / SP
T 3062 9446
Segunda à domingo
das 10:30 às 17:30 hrs
Quarta das 10:30
às 20:30 hrs
Manobrista no local |
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Vera
Sandroni Objetos Pictóricos
Vera Sandroni realiza sua terceira individual em São
Paulo, numa mostra que tem curadoria de Carlos Fajardo e
texto crítico de Adilson Citelli (ECA-USP).
A artista irá instalar no 2o andar do Espaço
Virgílio um cubo branco que vai do chão ao
teto e servirá para abrigar, na sua parte externa,
as obras da exposição. A montagem diz
o curador - procura explorar a constituição
da obra, criando uma espécie de cubo central ao espaço
expositivo, fazendo com que o visitante, ao caminhar ao
seu redor, reponha essa natureza de sucessivas camadas visuais
que o trabalho de Vera Sandroni sugere.
São 8 peças em chapa de acrílico, trabalhadas
na frente (com adesivos de vinil) e no verso (com pintura
a óleo). Os motivos geométricos, as linhas,
as cores, a transparência, o jogo de luz e sombra,
são alguns dos elementos que compõem esses
"objetos pictóricos". Vera estará
mostrando também alguns trabalhos anteriores.
É característica de sua arte o diálogo
constante entre a experimentação das formas
e a busca de novos materiais. Nos trabalhos atuais, os quadrados,
os retângulos, as pequenas e grandes tiras de vinil
são combinadas, numa estratégia de recorte
e cola, que irradia luz e cria a transparência no
suporte afastado da parede.
"Expando, colo, recorto, quebro, fazendo surgir do
nada aparente o objeto pictórico" diz
a artista, para quem a transparência buscada no seu
trabalho seria uma equivalente da "terceira margem"
(alusão ao conto "A Terceira Margem do Rio",
de Guimarães Rosa), ou seja, a busca do desconhecido
que rompe com a lógica binária e de onde tudo
conflui para a idéia da síntese criativa.
A transparência, diz ela, é um exemplo de união
de contrários, coexistência do fantástico
e da realidade. Carlos Fajardo resume essa pesquisa plástica
como : uma dialética entre materialidade e construção,
entre os elementos geométricos, e as sobreposições
de camadas de superfícies transparentes ou translúcidas
de materiais tais como tule, vinil opaco, holográfico,,
etc .produzindo estranhas veladuras que ao mesmo tempo ressoam
como pintura e como monitor com seu desktop cheio de cores
e faixas.
A artista começou trabalhando com papel e estilete.
Depois, passou para a estopa tingida e colada, trabalhando
com motivos de inspiração "nazca",
civilização pré-incaica que criava
mantas com penas coloridas e desenhos em estilo "minimalista".
Esses trabalhos apontam para a sensação tátil,
o prazer do toque e a sensação visual que
a artista buscava como uma segunda pele. Passou então
a trabalhar com a caixa de acrílico, pintada numa
face e recoberta com tule, em obras que criam um efeito
de sinestesia. Dessa série em caixa de acrílico
estarão expostas duas obras, além de duas
pinturas em acrílico.
Os trabalhos de Vera Sandroni trazem como referência
elementos da arte óptica, minimalista, a colagem
matissiana e o construtivo presente na obra de brasileiros
como Hélio Oiticica e Lygia Clark. |
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